Sobre Mark Driscoll, Milan Kundera e eu.

Um dia desses, o famoso pastor norte-americano Mark Driscoll, teve um sermão divulgado aqui, em que ele diz que Deus odeia as pessoas e tal, no estilo bem característico dele. Contei até 527 e deixei a raiva passar. Sentí vergonha também…já admirei esse cara noutros tempos. Preferí não dar mais ibope pra ele e fui ler um livro.

O livro é ‘A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera’, um clássico da literatura mundial. Lá pelas tantas, eis que eu me deparo com o seguinte parágrafo onde ele descreve uma velha catedral na capital da Holanda:

“Já faz séculos que a fé calvinista transformou a igreja num simples hangar sem outra função a não ser a de proteger a oração dos fiéis da neve e da chuva.”

Fiquei me perguntando… é nisso que resulta uma fé fundamentada num deus tirano, que ganhou vida pelas doutrinas e traumas pessoais de Agostinho e Calvino?

Para que eu vou orar para uma divindade que me odeia?

De que me serve uma igreja que idolatra um ídolo fabricado na suas próprias mentes, que, coincidentemente, tem a personalidade igualzinha a das pessoas que o pregam?

Como eu vou aprender a amar com um deus que odeia?

Se for pra ser assim, prefiro encarar a neve e a chuva.

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