Fragmentos III

Tudo que resta é o desabafo:

Há todo um sentimento de inadequação, incompetência e solidão.

Começo a gritar por dentro. Grito para quem consegue ouvir meu silencio.

Ouço o mesmo silencio como resposta.

No peito queima uma vontade de começar de novo, mas como me libertar?

Correntes me prendem a um lugar em que me sinto mal.

São olhares e sorrisos de quem, no fundo, deseja que eu seja liquidado, sonha com o dia em que desistirei.

Dará um único sorriso autentico e verdadeiro se um dia vir minha derrota.

Uma irrealidade morta, um baile de máscaras desbotadas. Uma mentira deslavada e de pernas longas.

Um lugar em que não consigo acreditar em ninguém. Muito menos em mim.

Estou cansado. Está perto o meu limite.

Não sei até quando;

Não sei como;

Não sei onde;

Não sei;

Não.

Escrevo porque não posso chorar agora.

Que Deus tome minhas palavras como lágrimas.

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