Algumas confissões e um pedido

Nossa amizade continuaria de pé se eu não acreditasse em nada do que você crê?

Ou você, depois de várias tentativas sem sucesso de me fazer um prosélito do seu credo, se afastaria de mim?

De mim, estou disposto a continuar caminhando com você.

Me incomodo quando você cita o Pondé, o Carpinejar e o Malafaia, Augusto Cury e aquele ótimo palestrante sobre COACHING.

Não gosto quando canta Teatro Mágico, Maria Gadú e Oasis.

Fico triste quando você diz que não tem nada contra MAS; não tem preconceito MAS; não condena, MAS… Esse seu “MAS” me apunhala.

Me sinto injuriado quando cita a Bíblia pra reforçar alguma interpretação que não gere vida e liberdade.

Sinto cansaço cada vez que te vejo apaixonadamente discutindo algo que pra mim já passou, já foi, não importa mais.

Fico zangado quando você ajuda a espalhar um Hoax, aquela montagem de um gatinho evangélico de óculos que está de joelhos orando e declarando uma frase de pensamento positivo.

As vezes eu sou ateu do Deus que você tanto louva…

Olha só a frase acima!

Aposto que, assim como ela, muita coisa que eu cito, canto e digo também te deixa com a mesma sensação de desgosto.

Apesar de tudo isso estou disposto a citar a frase que dizem por aí que é do Voltaire:

“Eu não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”

Adivinha o que eu peço em troca?!

🙂

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